Archive for agosto 2024
M3GAN – Divertido, sarcástico e empolgante
Banana Fish – Sofrimento puro do começo ao fim
INTRODUÇÃO
Isso aqui é um grande gatilho para mim, pois eu vinculava a pessoas que não estão mais presentes na minha vida. Além disso, o anime em si já é um gatilho puro.
Foi quando assisti Banana Fish que comecei a defender as coisas que gosto e mandar quem tenta me diminuir para a p*** que pariu.
Quando eu era adolescente, procurava incansavelmente uma obra yaoi que tivesse a mesma vibe de No.6 (meu anime favorito), mas tudo que eu achava eram animes fetichistas ou água com açúcar em um clichê gigantesco. Então, num belo dia, vi uma notícia sobre o lançamento desse anime. Quando o primeiro episódio saiu, assisti e fiquei ARREPIADA, EUFÓRICA. Pensei: "Será que esse anime será o sucessor de No.6 no meu coração?"
Fui toda animada falar sobre o anime com uma ex-amiga amarga. Já sentia que ela tinha alguns preconceitos velados, mas não levava a sério. Enquanto contava sobre o anime para ela, ela parecia interessada, mas, quando revelei que os protagonistas eram dois homens e tinham um vínculo romântico, ela mudou totalmente o tom da conversa, e logo acabou me cortando e encerrando a conversa abruptamente com um "Foda-se", isso me magoou bastante. Hoje, não somos mais amigas, graças aos céus, e ela virou uma pessoa conservadora e foi viver a vida dela. Que seja feliz, bem longe de mim. <3
Outro marco desse anime foi que tirei a bissexualidade de um guri metaleiro e rústico do armário por conta do anime. Recomendei para ele assistir, e ele ficou tipo: "Que porra é essa?" e depois voltou todo boiola: "Aiin, você é meu Eiji." Pena que essa fic não foi para frente, e o que tivemos foi uma relação extremamente tóxica. Eu realmente amava muito aquele menino, mas é preciso se valorizar e seguir em frente…
Então, nesta resenha, (o começo foi mais um desabafo), eu quero desvincular a imagem e o apreço (e desapreço) que tenho por esse anime de todas as pessoas que usaram ele para me ferir de alguma forma, desejo que sejam felizes. (vão pra p*** que p).
Por mais que algo possa te lembrar certas pessoas, SEMPRE é possível ressignificar e tentar ver com outros olhos :)
| Yut Lung tendo seu cabelo puxado durante o anime |
Twitter: https://x.com/KoyasuYasuko12
MaXXXine – A grande decepção da trilogia
Assisti…
Ah…
…
QUE ÓDIO, VÉI! Uma franquia tão boa ser finalizada com um filme tão fraco e perdido…
Eu idealizava MaXXXine como um filme estilo Black Swan ou Perfect Blue, em que a Maxine perderia a sanidade enquanto tenta ficar famosa, tudo isso com a ambientação dos anos 80. É… Ficou só no meu imaginário mesmo… Pois o filme é sim sobre a vida da Maxine após o massacre de X, enquanto ela tenta alcançar a fama e tal, mas, sei lá, o Ti West jogou tanta informação durante o filme que, no final, na hora de conectar as coisas, ficou algo amador, tedioso…
O filme tem, sim, seus momentos marcantes e atuações legais, como a da própria Mia Goth como Maxine e a do ator que faz o investigador particular. Mas é um filme mediano, que não chega aos pés dos dois primeiros, os quais me trouxeram sensações únicas enquanto eu assistia.
Em X, eu me diverti muito com aquele terror slasher escrachado e com a bizarrice dos vilões. Em Pearl, eu me senti como se uma bomba-relógio estivesse prestes a explodir, e o terror vinha através da ansiedade e da tensão. Em MaXXXine, eu fiquei tipo: “Tá?... Dá pra acabar logo?” O suspense não me prendia e o terror era quase inexistente.
O começo do filme é ótimo, a cena do teste da Maxine é incrível, mas depois o filme só vai ladeira abaixo. Quando chega no terceiro ato, você já está cansado, já sabe mais ou menos o que está acontecendo, e o vilão principal é tão tosco e escrachado que nem dá vontade de torcer para a mocinha se livrar dele; você fica tipo: “Ah, claro que ela vai se safar.”
A trilha sonora e as ambientações são ótimas, mas, de resto, foi uma decepção. Dito isso, continuo amando X e Pearl. MaXXXine me traz a sensação de: “Então tá, né, pelo menos finalizou.”
MaXXXine só se conecta com os outros filmes através de autoreferências, com o tal “I will not accept a life I do not deserve," que é repetido exaustivamente, e, honestamente, perdeu até a graça pra mim. A origem dessa frase não tem nada a ver; eu preferia quando era só mais uma frase de efeito e autoconfiança da Maxine do que aquela bobajada que fizeram para conectar ela com o vilão.
Parte com Spoiler ⚠️
Bom, o filme não é ruim, mas, como eu disse, não chega perto dos antecessores. Basicamente, mostra a Maxine tentando migrar da indústria pornográfica para o cinema de filmes de terror. Após ela arrasar em um teste, começa a ser perseguida por um stalker.
É aí que as coisas começam a desandar para mim. O stalker, na minha opinião, era obviamente o pai dela, principalmente porque as pessoas que morriam eram próximas a ela.
E a Maxine estava tipo "nem aí" com as mortes, não cooperava com a polícia, e, aliás, a polícia era bem ineficaz também.
A parte em que Maxine planeja uma emboscada para o investigador particular é muito interessante, mas, depois disso, ela simplesmente "liga o foda-se" e vai à casa do assassino sem nenhum preparo.
Quando é revelado que o assassino é o pai dela, a atuação do ator é super forçada, e as cenas na mansão, assim como a suposta seita, são tão exageradas que chegam a ser patéticas.
Sei que tem toda uma referência aos anos 80, ao aumento do conservadorismo e às seitas como a que matou Sharon Tate, MAS acho que essa temática poderia ter sido melhor construída, mais bem amarrada e finalizada. Todas as ideias do filme são ótimas, mas a execução, na minha opinião, ficou meio perdida e bagunçada.
Pearl – Uma obra-prima do terror contemporâneo
PLEASEEEEE, I’M A STAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR!
Isso aqui é elite, isso aqui é uma PRECIOSIDADE! Eu me sinto totalmente representada por esse filme, sendo que sou do interior dos confins de MG e também sonho em ser uma grande estrela…
Se você assistiu esse filme só pelo hype e ignorou completamente o primeiro filme da franquia X: A Marca da Morte (resenhado anteriormente aqui), saiba que EU TE ODEIO.
Brincadeiras à parte, a atmosfera macabra e sombria de Pearl vem justamente por você ter assistido X primeiro e ter todo o contexto do que está por vir. X seguido de Pearl é uma das melhores experiências cinematográficas que já tive.
Se você assistir Pearl antes, ou apenas Pearl e ignorar X, vai parecer que você está vendo um filme de uma doida descompassada que vai endoidando. “Mas Sakura, o filme é basicamente isso.” Sim, mas, com X, você já tem uma base sólida do que está vendo, e não um filme jogado.
Enfim, Pearl é um grande filme e um dos melhores que já vi.
A tensão psicológica, a sensação de bomba-relógio, e a atuação perfeita de Mia Goth, junto com cenas e monólogos espetaculares, formam uma combinação perfeita.
Você se sente dividido sobre a índole da protagonista; sente empatia por ela, como se fosse só mais uma vítima do destino e da mãe, mas, ao mesmo tempo, você pensa: “Ela é ingênua, mas não é inocente.”
Das minhas cenas favoritas, eu destaco a briga de Pearl com a mãe, o monólogo no final, e claro, o encerramento icônico que chega a ser assustador! Pearl é simplesmente perfeito; é um dos meus filmes de conforto e o meu favorito da franquia X.
X A Marca da Morte – Um slasher bizarro, envolvente e competente
"I'M A F****** STAR! THE WHOLE WORLD'S GONNA KNOW MY NAME!"
Ai ai… Trilogia X, a melhor descoberta de 2023 (o filme foi lançado em 2022, mas eu assisti no comecinho de 2023). Geralmente é bem difícil eu me render às coisas que estão em alta, mas, neste caso, eu realmente não me arrependo de ter me rendido. Que filme F0DAAAA!
Mas, vamos lá. Em 1979, um grupo de jovens está viajando estrada afora pelo interior do Texas para gravar um filme p0rn0. Nesse grupo, temos a misteriosa e convencida aspirante a atriz Maxine Minx, seu namorado, um daddy chamado Wayne, que é o produtor; os atores Bobby-Lynne, uma loira padrão da época, e Jackson Hole, um negão de 2 metros; o diretor nerd RJ, e a cinegrafista Lorraine, que é namorada do RJ.
Esses seis jovens resolvem alugar uma casa em uma propriedade rural e gravar o filme pornô lá, já que o filme tem essa temática. A sinopse é que duas irmãs de um fazendeiro recebem um entregador de leite, e aí rola o clima; é uma coisa bem exagerada.
Ao chegarem na fazenda, eles encontram os proprietários, que são um casal de velhos que estão quase em decomposição, parecem ser centenários. O dono da casa, chamado Howard, recebe-os com uma espingarda, achando que são invasores, mas depois lembra que tinha combinado de alugar a casa dos fundos para eles ficarem.
Então eles se alojam e começam a gravação do filme (detalhe: eles não contaram que iam gravar o filme para os donos da fazenda).
Porém, quando os anfitriões da fazenda descobrem o que eles estão fazendo, eles têm que lutar por suas vidas, porque os velhos são uns doidos.
Eu simplesmente AMO esse filme! É muito bom, um típico slasher misturado com aquelas referências de trash dos anos 70/80. O embate final da final girl com a velha assassina Pearl é ótimo. Tem diálogos muito bons, personagens cativantes e um elenco de peso, como a querida neta da atriz brasileira Maria Gladys, Mia Goth, e a Jenna Ortega (Wandinha).
Parte com spoiler: A melhor parte desse filme com certeza são as cenas finais. É claro que desde o início já temos um ritmo muito bom e frenético, mas, depois que a matança começa, você se familiariza de vez onde os personagens estão inseridos: em uma total loucura.
Os velhos Howard e Pearl são completamente insanos, principalmente a velha, que parece ser doidinha de pedra, e a obsessão dela pela Maxine faz completo sentido quando você assiste ao prequel do filme, “Pearl”. Aliás, graças a esse filme, temos o maravilhoso “Pearl”. A atriz Mia Goth e o diretor Ti West acharam a personagem tão complexa e interessante que decidiram gravar de última hora a história do passado da vilã de X.
O final é ótimo, com o embate frente a frente de Maxine e Pearl (ambas interpretadas pela mesma atriz, só que com uma densa maquiagem para parecer velha no caso de Pearl). Aliás, que maquiagem boa, parece que a velha está caindo aos pedaços.
Eu simpatizei muito com a Lorraine, personagem da Jenna Ortega, torci para ela ficar viva, mas acho que no fim foi melhor só a Maxine ter sobrevivido, pois ela é uma ótima final girl. Além disso, teremos a continuação desse filme, “MaXXXine”, que irá contar o que aconteceu com a protagonista após este filme. E com certeza o momento mais marcante do filme foi a cena em que ela dá aquele grito icônico.
Os Sonhadores — Um poema visual entre o estranho e o atraente
Esse filme me causa sensações conflitantes. Assisti novamente ontem, e, ao mesmo tempo que me senti HORRORIZADA e EXTREMAMENTE DESCONFORTÁVEL, também senti que é um filme bonito, poético e atemporal.
A história se passa em Paris, em 1968, e é protagonizada por Matthew, um americano que está morando na cidade, e que conhece um casal de gêmeos, Isabelle e Théo.
Eles se tornam os primeiros amigos de Matthew. Quando os pais dos gêmeos viajam, eles convidam Matthew para morar com eles. Durante o tempo em que convivem, a amizade dos três acaba se transformando em um estranho e intenso triângulo amoroso.
O filme é visualmente belo, os atores são LINDOS, especialmente o que interpreta o protagonista. As cenas são milimetricamente pensadas, e há várias homenagens ao cinema antigo.
O romance entre os três é intenso. A relação entre os gêmeos Isabelle e Théo é perturbadora, pois às vezes dá a entender que eles são como uma única pessoa. Mas, mesmo assim, não podemos esquecer que eles são irmãos, e que Matthew estava se envolvendo em um romance incestuoso.
Apesar de o romance entre os gêmeos ser completamente pirado e esquisito, Matthew se vê cada vez mais envolvido por aquela estranha paixão. E nós, telespectadores, apesar da bizarrice, também ficamos presos à tela.
Acho o final lindo. Eu ODEIO esse filme, pois toda vez que assisto fico com a sensação de “que P**** É ESSA QUE TÔ ASSISTINDO?”. Mas, ao mesmo tempo, amo esse filme, pois depois de assistir começo a refletir sobre o quão bonito, poético e bem feito ele é…
Teresa — Um dramalhão com uma protagonista icônica
Já que estamos em um clima meio novelesco esta semana, vou falar dessa novela a qual eu assisti recentemente, e não foi pelo SBT (estava no ar muito recentemente, acabou esses dias inclusive).
Teresa foi a única novela a qual eu fui procurar para assistir COMPLETA por livre e espontânea vontade. Ou seja, assisti a várias novelas ao longo da minha infância. Se eu fosse resenhar cada uma das quais eu tenho afeição, eu ficaria dias fazendo isso, porém, eu assistia porque passava na TV, e quando eu era criança, a internet estava começando.
Eu nunca assisti Teresa, nem quando passou na TV, por isso, sempre tive essa curiosidade de assistir, principalmente para comparar com Rubi, que foi uma que eu acabei acompanhando na TV.
Enfim, assisti aos cento e lá vai cacetada capítulos da novela, e posso dizer, é sim uma ótima novela!
Teresa é uma personagem incrível, inteligente, bonita, e que sofreu mais que a Juliette na mão dos outros personagens, por isso acho que quando ela vira “vilã”, é apenas uma consequência do que o mundo fez com ela. Ela quer sair da pobreza a qualquer custo e ter uma vida de sucesso, e sabe muito bem como conseguir isso.
MAAS, ela teve sim atitudes muito babacas, não consigo passar pano para tudo. Os outros personagens também são muito interessantes, porém algo que me irritou nessa novela é que tem muito personagem INSUPORTÁVEL, só que muitos deles não foram escritos para serem insuportáveis, mas eles simplesmente são.
O próprio mocinho é um purgante. No núcleo da vila, só dois personagens se salvam: o pai da Teresa e a tia dela; o resto são todos chatos pra caramba.
E como eu nunca tinha assistido à novela, e também não sabia de nenhum spoiler, posso dizer que a experiência de ver essa novela foi incrível. Tinha episódios que eu ficava tipo “que tédio, que encheção de linguiça,” mas tinha episódios em que acontecia alguma reviravolta e eu ficava “O QUEEEEEEEEE?”
Muito boa a novelinha, recomendo. "Entre ser ou não ser, eu sou."
#Teresa #teresachavez #angeliqueboyer #anabrenda #SebastianRulli
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