Archive for setembro 2024
Antes da Meia-Noite – Cru, doloroso e um desfecho talvez feliz?
Eu ainda estou digerindo esse filme!
Enfim, após os eventos de Antes do Pôr do Sol, o casal Jesse e Céline, agora na faixa dos 40 anos, está de férias na Grécia com suas filhas, refletindo sobre a vida que construíram juntos
O ritmo do filme começa com aquela perfeição de sempre: o casal perfeito, com uma conexão incrível e diálogos intensos e marcantes. Eles parecem almas gêmeas, feitos um para o outro.
Confesso que estava um pouco cansada dessa dinâmica, apesar de adorar Jesse e Céline. Ver mais 2 horas do relacionamento "perfeito" deles ia acabar sendo um pouco maçante.
Inclusive, nos primeiros minutos, a parte que mais me chamou atenção foi um monólogo de uma velha aleatória figurante, a cena é lindíssima.
Bom, Celine e Jesse, o casal perfeito, têm um almoço com um monte de gente, e durante o almoço eles ficam brincando um com o outro como se fossem duas crianças. Depois, recebem um convite para passar a última noite na Grécia em um hotel para casais.
Eles aceitam e, no caminho, vão conversando e filosofando sobre a vida. (Cara, nesse quesito, eu invejo o romance dos dois. Eles passam horas conversando e sempre têm assunto. Eles se conectam muito bem nesse aspecto.)
Enquanto vão para o hotel, o filme nos presenteia com lindas paisagens da Grécia, assim como nos filmes anteriores vimos Paris e Viena.
Ao chegarem no hotel, eles entram em uma discussão que, PUTA QUE PARIU, é intensa. O filme nos joga, do nada, um choque de realidade adulta na nossa cara. Claro que eles iam ter atritos, todo casal tem, mas eu não esperava que fosse daquela forma.
Se Jesse e Celine são ótimos em conversar e se conectar, quando brigam, conseguem ferir um ao outro profundamente. Até eu me senti ferida assistindo. Aquilo foi um pesadelo, parecia que eu estava no meio da briga e só conseguia pensar: "PAREM PELO AMOR DE DEUS!" A partir desse momento, o filme tem uma sucessão de altos e baixos que deixa o espectador maluco, com taquicardia.
O final traz um desfecho que achei digno e bem feito, mas não vou revelar, pois recomendo fortemente a trilogia para quem ainda não assistiu!
#antesdameianoite #trilogiadoantes #beforemidnight #beforetrilogy
Antes do Pôr do Sol – Ainda poético, mantém a essência
Namore alguém que te olhe como o Jesse Wallace olha para a Celine nesse filme!
Antes do Amanhecer – Lindo, um clássico maravilhoso
Boys on Film 6: Drowning – Esquecível, tenta mas não chega lá
Eu estava pesquisando a lista de filmes do ator Xavier Samuel, porque acho ele um gatinho, e encontrei esse bem no final da lista. Fui pesquisar sobre o filme e, tadã, outro filme de surf? Porém, percebi que ele era apenas uma coletânea de nada mais nada menos que 27 outros filmes.
Pesquisando mais a fundo, descobri que era uma coletânea de curtas, e, nesse específico, são 6 curtas, sendo que o nosso querido Xavier aparece só no primeiro, "Drowning", que tem 20 minutos.
Lá fui eu assistir "Drowning" e... que perda de tempo. Os atores são lindos, inclusive a garota que aparece para "atrapalhar" o "casal" é simplesmente belíssima, mas, meh, achei um desperdício de dinheiro gastar para produzir isso. Apesar disso, os criadores devem ter lucrado horrores, pois essas coletâneas de filmes supostamente LGBT parecem ser feitas com segundas intenções nítidas e apenas para arrancar dinheiro de curiosos.
A história de "Drowning" é fraca. O protagonista não convence, e o Xavier fazendo o papel de amigo hétero machão também não! Acho que, se fosse o contrário, até poderia dar certo, pois o Xavier interpretou muito bem o emo gay de "Newcastle". Aí temos o plot de que o irmão do protagonista morreu, e ele está arrasado, mas também com ciúmes da garota. Não convence, o protagonista não tem expressividade, não consegue transmitir nem o sofrimento, nem a paixão, e passa os 20 minutos do filme com uma cara de bobo.
Xavier até tenta entregar alguma atuação, mas, como o roteiro é fraco, ele acaba desperdiçando seu tempo. A sinopse tenta vender a ideia de "dois garotos que cresceram juntos, e que agora terão que lidar com suas sexualidades e dilemas enquanto passam pela adolescência, o que pode afetar a amizade deles."
Querem ver um filme bom que tem exatamente a mesma premissa? Assistam "Close", de 2022.
Post da resenha no Instagram: https://www.instagram.com/p/C_xxs96s9fG/?img_index=1
#drowning #boysonfilm6 #boysonfilm #xaviersamuel
Vermelho, Branco e Sangue Azul – Um filme gay fofo e saudável
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Fiquei com um certo receio de ver o filme e não me sentir representada quando vi o trailer, principalmente por ser protagonizado por dois homens padrõezinhos e ricos.
No entanto, acabei dando o braço a torcer e assisti ao filme por conta da indicação do canal Gay Nerd, que recomendou os melhores filmes da Prime Vídeo. Surpreendentemente, o filme é muito bonitinho, e eu o recomendo. Tem personagens cativantes e cenas engraçadas, sendo um filme leve. Apesar de ser um pouco distante da realidade (ou melhor, da nossa realidade de meros mortais), ele deixa a gente com um gosto de esperança de dias melhores. O filme tem personagens cativantes, e inclusive a participação de uma das minhas atrizes favoritas, Uma Thurman, que aqui interpreta a presidenta dos EUA.
Em geral, é um filme leve, engraçado, muito romântico e
emocionante. Eu chorei no final; na verdade, eu choro com quase todo filme que
tem cenas dramáticas ou emocionantes. Eu sou meio emotiva. A classificação
indicativa do filme é para maiores de 16 anos. Portanto, se você for maior de
16 anos e quiser assistir em família com parentes também maiores de 16 anos,
seria uma ótima escolha para se distrair e ver algo leve e romântico.
O ator Taylor Perez faz o papel de Alex, o filho da
presidenta dos EUA. É um personagem extrovertido, engraçado, charmoso, popular
e cativante. Já o personagem do Príncipe Henry é interpretado por Nicholas
Galitzine, e eu conheci o ator em “Handsome Devil” no qual ele interpreta um
jogador de futebol durão. Porém aqui nesse filme ele faz um personagem mais
introvertido e sensível, que gosta de música clássica e é bem mais refinado,
afinal, ele é um príncipe britânico. Como vocês sabem, príncipes e princesas do
Reino Unido têm que seguir muitos protocolos, mas ele continua sendo um
personagem romântico, interessante e engraçado. Achei a química do casal
perfeita e adorei o filme. Super recomendo!
O filme começa no casamento no casamento da princesa. O
Príncipe Henry encontra Alex que é um dos convidados de honra. Os dois não se
bicam e meio que se odeiam. O Henry acha o Alex irritante, barulhento,
inconveniente; já o Alex acha o Henry mimado, engomadinho e esnobe.
Os dois então acabam brigando e derrubam o bolo do casamento, que cai sobre os dois. Isso me lembrou muito uma cena, sei lá, de uma novela do Walcyr Carrasco. Então, depois desse escândalo, eles têm que fingir que são amigos para apaziguar o clima que ficou na mídia.
Em uma cena na qual eles acabam caindo dentro de um depósito
e ficando presos lá, eles acabam tendo uma conversa mais profunda, e tentando esclarecer
o motivo de se odiarem. Eles acabam percebendo que o motivo de se odiarem é bem
superficial e bobo. Isso nos leva aquela típica dinâmica de inimigos para amantes.
A partir daí, eles vão se conhecendo melhor, numa espécie de
"web namoro" no qual os dois ainda não estão declaradamente
namorando, mas vivem flertando por mensagens e ligações. Com o tempo, os dois
vão percebendo que, apesar das diferenças, também têm muito em comum. Após
Henry tomar a inciativa e beijar Alex no ano novo, a amizade dos dois se transforma
em um intenso romance.
A paixão dos dois se torna cada vez maior, e ambos têm que lidar com o fato de serem pessoas públicas e com o impacto que poderia acontecer caso o amor deles viesse a público. Entre os dois, Henry é o mais reprimido e preocupado, pois toda sua vida foi baseada em criar uma imagem para servir à família real. Esses conflitos acabam gerando cenas de idas e vindas muito dramáticas e românticas ao longo do filme.
Existem outras cenas bem fofas como a mãe do Alex, apoiando-o quando ele se declara bissexual, e também a cena que me fez chorar, na qual uma multidão de pessoas vai para as ruas para apoiar Henry depois que o romance dos dois é vazado. Eu achei muito belo e até um pouco utópico, e me encheu de esperanças. Espero que, caso algo parecido com a história de Alex e Henry acontecesse na vida real, eles recebessem apoio ao invés de retaliação.
O final, com a presidenta se reelegendo e todos ficando felizes, achei meio forçado, mas, como um filme água com açúcar e até um pouco clichê, foi um final legal e feliz, apesar de meio previsível.
The Perfection – A própria definição de plot twist
Um plot twist atrás do outro, romance lésbico com uma química ardente e um ritmo frenético e gostoso de assistir.
Charlotte é uma musicista incrível, a melhor de sua escola; ela toca violoncelo. Um dia, sua mãe fica doente, e ela tem que se afastar da carreira na música para cuidar dela.
Enquanto isso, Lizzie, outra talentosa violoncelista, toma seu lugar como a melhor aluna da escola e começa a ganhar fama mundial.
Quando a mãe de Charlotte morre, ela decide voltar para a música e acaba percebendo que Lizzie tomou seu posto de grande estrela. Então, ela começa a se aproximar da garota e a tramar um plano mirabolante para eliminá-la de seu caminho. Só que
Lizzie também não é boba, e ambas acabam entrando em um embate de amor e ódio em busca da perfeição.
Essa é a premissa, mas o filme tem tantos plot twists que, quando chega ao final, você já nem sabe mais o que está acontecendo.
A cena do ônibus é sensacional!
Você começa o filme com uma visão dos personagens, e no fim termina com outra completamente diferente. O filme começa com um tom de "a perfeição que leva à ruína" e termina com um tom de "bela vingança."
Gosto muito desse filme; conheci graças a um edit, o qual estará aqui no segundo carrossel. Acho que o final também é muito simbólico e metafórico; falarei dele com spoilers logo abaixo:
Parte com spoiler
A gente começa o filme achando que a Charlotte é uma recalcada que perdeu tudo por conta da mãe doente e quer recuperar seu posto a qualquer custo. Então, esperamos que ela vá pronta para desbancar e destruir Lizzie.
Quando ela conhece Lizzie, as duas tocam juntas, uma vendo o talento da outra, e então temos o primeiro plot twist: as duas se pegam fortemente e engatam um romance.
As duas ficam mais unidas do que nunca, as melhores alunas da escola de música, e vão embarcar em uma viagem para a China, para uma apresentação que tem lá.
Nessa viagem, tem a maravilhosa cena do ônibus, em que Lizzie começa a ver uma porção de coisas estranhas, e, numa cena de desespero, enquanto está alucinada, arranca o próprio braço com um cutelo.
Depois dessa cena incrível, temos o segundo plot twist: o romance de Charlotte e Lizzie era tudo parte de um plano de Charlotte. Desde o início, quando ficaram juntas, Charlotte estava envenenando Lizzie com os remédios controlados de sua falecida mãe, que causavam alucinações extremas.
Charlotte foge e destrói a carreira de Lizzie, e você fica pensando: “Nossa, que guria recalcada.” Lizzie, sem um braço, perde o posto de melhor musicista da escola e, aos poucos, acaba sendo expulsa de lá.
Então, temos o terceiro plot twist, no qual Lizzie não aceita isso calada e vai em busca de vingança, armando todo um plano para destruir Charlotte. Só que, quando Lizzie está prestes a colocar seu plano em prática, temos mais um plot twist: Charlotte revela que fez tudo isso para protegê-la.
No começo, Lizzie fica indignada, mas, como ainda tinha sentimentos pela moça, acaba ouvindo o que ela tem a dizer. Então, descobrimos que o diretor da escola de música é o verdadeiro vilão do filme. Ele era um abusador de meninas, envolvido em um esquema maior para traficar as alunas da escola, e Lizzie era a próxima da lista.
Lizzie fica incrédula e, a princípio, não acredita. Então Charlotte explica que foi extrema e que a única forma de parar Lizzie e salvá-la era fazendo-a parar de tocar.
No último ato do filme, ambas, cheias de ódio pelo diretor da escola, se unem e vão atrás dele para cometer sua vingança.
A cena final do filme é ótima: o diretor está amarrado em uma cadeira com a boca costurada, enquanto Charlotte e Lizzie tocam violoncelo juntas, mas de uma forma totalmente desafinada, o que faz a apresentação ser uma tortura para os padrões rígidos e perfeccionistas do diretor.
The Orc Bride – Nojento, puro gore e fetiche






































