Archive for outubro 2024
Delusion – Uma obra-prima vampiresca esquecida
FELIZ Halloween!! 🎃👻🕸️🕷️🧛♂️
(Sobre o desabafo que eu disse no Insta que iria estar aqui no blog:
Desabafo: Ah, nem lembro o que eu ia desabafar, então vamos pra resenha:
Para o Halloween eu trouxe ESTA OBRA-PRIMA!! Delusion é uma comic coreana que conheci graças ao Pinterest, e nossa, melhor descoberta do ano, sem sombra de dúvidas!!
Um dos traços mais lindos que já vi! Estou grata de ter nascido na mesma época que Hongjacga, que desenhou e criou essa história perfeita!
Aqui temos uma clássica história sobre vampiros. Transitando entre a Coreia e a China de época, a trama alterna entre o passado e o presente para contar a história da enigmática Madame Song.
No presente, temos o pintor falido Iho Yun, que está prestes a ser despejado e recebe uma proposta de uma senhora, dona de um luxuoso hotel, para pintar seu retrato. Ao chegar no hotel, ele é surpreendido com a jovem e belíssima Jeonghwa Song, que quer que ele a pinte como se tivesse 80 anos. Ele aceita a proposta, apesar de achar tudo aquilo estranho.
Iho Yun acaba descobrindo que Jeonghwa Song é, na verdade, a dona do hotel e não envelhece pois é uma VAMPIRA. Ele então se vê preso no hotel com uma criatura enigmática e mortal, que afirma que ele só poderá sair de lá quando terminar o retrato. Só que tem um detalhe: nenhum dos pintores anteriores saiu vivo de lá.
Iho Yun começa a viver um pesadelo, ao mesmo tempo que está completamente fascinado pela Madame Song. Ele a convence a contar sua história, para que possa ter inspiração para criar um retrato mais fiel à realidade.
E assim, adentramos na história dessa MULHERÃO, e nossa…
Voltando ao passado, vamos descobrir como ela se tornou vampira e somos apresentados à ordem caçadora de vampiros. Entendemos como o vampirismo funciona nesse universo (vampiros inferiores, médios e superiores) e conhecemos o enigmático e GOSTOSO vilão K.
K me lembra muito o Dio Brando, ele é um vilão CARICATÍSSIMO, e isso é MUITO BOM. Além de ser lindíssimo, é malvado por natureza, super egoísta, forte e inteligente.
Olha, perfeição! 10/10! Melhor coisa que li esse ano!
#delusion #delusioncomic #delusionk #jeonghwasong #hongjacga #vampire #halloween
Heartless BL – Sensual, dramático e bem triste
*OBS: Íncubo (em latim incubus), conforme lendas, é um demônio s3xu4l masculino. No caso de Naruko, ele tem uma aparência bem feminina, mas com órgão genital masculino, basicamente um femboy
HEARTLESS MANGÁ BL
😈🔥 Tá, vamos lá! Achei essa pérola enquanto procurava uma história de horror para ler no Halloween.
Vou adiantar: sim, a história é pesada, tem cenas de 4bus0, t0rtur4 e algumas outras bizarrices, mas eu gostei muito dessa obra e fui surpreendida.
Julgando pela capa e pela sinopse — “um íncubo e um humano” — eu já esperava que seria só safadeza, mas a história vai além disso, e é bem triste, na verdade…
Manuel é um grandalhão cabeludo que não consegue falar, pois sofreu grandes traumas no passado. Ele namora um íncubo chamado Naruko, e os dois vivem juntos como um casal, atraindo pessoas escrotas para Naruko “se alimentar” (ele come corações).
Porém, eles acabam sendo caçados por uma seita religiosa, que acredita que Naruko é um demônio cruel e que só está com Manuel porque enfeitiçou o rapaz.
No núcleo da seita, somos introduzidos a Patrick, um garoto que tem o poder de ler a mente das pessoas que ele toca. Patrick é filho do líder da seita, um velho super escroto que quer matar todas as criaturas que acha que são demoníacas, para guardá-las no porão e fazer experimentos.
Começa o embate entre a seita e o casalzinho, e muita coisa horrível acontece, tanto com Manuel quanto com o íncubo. Até o Patrick sofre muito nesse processo, pois depois que ele conhece Manuel, começa a ver que ele não está enfeitiçado, que realmente ama Naruko e que, talvez, os dois não sejam pessoas ruins, apenas se defendam de quem tenta machucá-los.
Mas, óbvio que a seita não iria aceitar isso (isso ficou irônico),
Mas, enfim. As duas questões que mais me pegaram foram: “Por que Manuel é traumatizado?” e “Como ele conheceu Naruko?”
Temos praticamente um capítulo inteiro que explica essas dúvidas, e eu fiquei CHOCADA, pois é uma história MUITO TRISTE, e faz você ter ainda mais empatia pelos dois protagonistas e desprezo pela seita maluca.
#heartless #incubus #bl #horror #halloween #yaoi
Terrifier 3 – O melhor da franquia!
AGORA SIM!!! 👏👏☃️🎅🤡🔪
Esse com certeza é o melhor filme da franquia!!! PQP, uma evolução absurda do que foi aquela tosqueira do segundo filme.
Mano!! Fiquei entretida do início ao fim, e apesar do gore exagerado, eu me senti assistindo a um slasher dos anos 90/2000. Além disso, dei boas gargalhadas, pois o filme, apesar de grotesco, tem suas pitadas de humor sombrio.
Fiquei surpresa! Eu estava com preguiça de ver esse filme, pois detestei o anterior e achei o primeiro mediano, mas, este, valeu a pena.
Vamos ao plot: aqui, Art, o palhaço assassino, volta dos mortos para aterrorizar novamente a querida Sienna do segundo filme. Só que dessa vez, no Natal… E é isso, ele agora acompanhado de sua “namorada” Vicky, a sobrevivente do primeiro filme que ficou maluca, vão atrás de Sienna em busca de “vingança” (na real, tem uns motivos a mais que são revelados mais pra frente).
Agora sim, conseguiram criar um universo decente para Art, o palhaço, e podemos dizer com toda certeza que esse personagem está cravado entre os mais bizarros vilões de filme de terror.
Fecharam a narrativa falha e tosca do segundo filme, mas, dessa vez, sem muita enrolação e de uma forma bem feita. Deram até uma explicação para a existência da menina palhaço do segundo filme, que eu achei supimpa! Contornaram de forma genial, e aqui nesse filme ela tem um destaque incrível, intrinsecamente ligada ao Art.
Fiquei chocada com a quantidade de assassinatos envolvendo criancinhas. O resto não me chocou tanto, mas, nossa, a cena do banheiro e a do tubo são as melhores da franquia na minha opinião!
O final também foi BEM MELHOR do que o do antecessor. O Art enfiando a cabeça da Sienna no estômago do cadáver me arrancou gargalhadas.
Bom, eu me diverti! Talvez não seja um filme para qualquer pessoa, principalmente se for sensível a sangue e violência. Mas, dessa vez, Art, o palhaço, me conquistou de vez. Ele voltou mais debochado e violento do que nunca!!
Até a sonsa da Sienna está CATIVANTE nesse filme, os novos personagens são adoráveis. As mortes foram incríveis!!! Eu AMEI esse filme!!!
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#terrifier3 #terrifier #terrifier2 #Aterrorizante
Terrifier 2 – Ruim, superestimado e bobo
Nossa, filme chato, capenga, xoxo. Fui com grandes expectativas, esperando uma baita evolução em relação ao primeiro filme, e só me decepcionei.
O ponto interessante aqui é que, ao invés de apenas jogar personagens aleatórios e um palhaço aleatório matando todo mundo, tentam criar uma narrativa e trazer todo um universo para o assassino e os mocinhos.
Mas também, esse é o ponto que faz com que o filme se torne um saco da metade para frente, e com o tempo você está pouco se importando para aquela historinha xoxa e fraca dos mocinhos, e só quer saber qual vai ser a próxima forma criativa que o Art vai usar para matar um figurante.
A protagonista é uma adolescente que se entope de antidepressivos por causa da morte do pai, e tem um irmão aspirante a psicopata que fica vendo casos criminais no Google, especificamente o do primeiro filme.
Aqui o Art se mostra bem mais sobrenatural do que no primeiro filme, e com bem mais poderes. E tem uma menina inútil palhaça que aparece também e não acrescenta em nada ao filme.
O final é tosco, o pós-crédito é tosco.
Sobre as cenas de gore? Eu gostei, Art é bem criativo no quesito de destroçar pessoas, a cena do quarto é boa, só que, sei lá, às vezes acho um pouco exagerado e fico pensando que os personagens são imortais, porque o cara vai lá e destroça a pessoa, arranca metade do crânio dela, e ela ainda volta a ficar consciente e se arrastando.
Art tem carisma; as cenas de mímico dele e as dele rindo do sofrimento das vítimas são as melhores para mim, mas a historinha que tentaram construir para criar um universo para o personagem eu achei fraca. A protagonista é legalzinha, mas a do primeiro filme, na minha opinião, é mais cativante.
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#terrifier #terrifier2 #Aterrorizante
Terrifier – Bem trash, mas diverte
Se você não tem fobia de palhaço e não liga para gore e cenas violentas, com uma pipoquinha no sábado à noite, dá até para se divertir um pouquinho...
Eu não tenho medo de palhaços, não me impressiono com gore e tenho ódio de jumpscares, logo, Terrifier foi uma experiência legalzinha, porém, muito irritante para mim.
Já vi slashers melhores; o que salva esse filme é a personalidade debochada e "palhaça" do Art, o assassino. Ah, devo dizer que a mocinha do filme tem carisma, torci por ela, inclusive.
Aqui seguimos duas meninas no Halloween, uma emo e uma patricinha irritante, que são atormentadas por um palhaço assassino sádico e cruel que gosta de despedaçar humanos.
Não se apegue a ninguém e espere muito gore.
Pontos que me irritaram: aquele clichê da mocinha entrar em um prédio antigo que mais parece uma fábrica/masmorra vinda direto das backrooms, um bilhão de portas e todas trancadas, e quando acontecia o milagre de uma estar aberta, levava o personagem direto para a morte.
Desperdício de tempo nas cenas: às vezes, o personagem gastava 3 minutos em cena apenas fazendo PORR@ NENHUMA. Um exemplo é quando intercalavam cenas de assassinatos violentos com uma cena inútil da mulher andando de carro toda hora e falando “ai, tô chegando”. Ou as cenas de esconde-esconde, que tentam criar tensão, mas só enrolam.
Voltando ao fator susto, o filme tenta te dar um susto a cada 5 minutos, o que torna desconfortável de assistir, principalmente pela trilha sonora que te prepara para um susto a todo momento, e às vezes esse susto nem acontece. E você fica naquela sensação de “vai ou não vai, caralh*?”
O final eu achei até legal. Foge um pouco dos clichês de outros filmes do gênero, inclusive da continuação desse mesmo.
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Mãe! – Um filme que explode a cabeça
A Substância – Terror corporal com crítica e conceito
O filme ficou bem hypado nesse meio tempo e, honestamente, acho mais do que merecido, pois é um excelente body horror. Esse é um gênero que eu não curto muito, pois sou meio nojenta, MAS vocês sabem que eu gosto do subtema “Pretty Hurts” e, inclusive, já trouxe aqui alguns filmes, como Helter Skelter.
A Substância mexeu comigo, pois afetou meu lado niilista, aquele que me faz pensar que a sociedade deu errado, e que os padrões que dominam a grande massa são tóxicos, irreais, e sei lá... Qual é o sentido de viver nessa realidade?
Mas, voltando à proposta do filme, aqui temos Elizabeth Sparkle, uma atriz super famosa de Hollywood que está fazendo 50 anos e, simplesmente, sendo descartada pela indústria para dar lugar a uma substituta mais jovem e bonita.
Ela fica arrasada, sofre um acidente e acaba conhecendo um enfermeiro que diz que ela é uma ótima candidata para testar uma substância. Ela recebe um anúncio que diz que, ao tomar a substância, ela se tornaria a versão perfeita dela mesma. Inicialmente, ela acha aquilo uma bobagem, mas, no desespero, acaba indo atrás dos misteriosos anunciantes da substância e toma. A partir daí, “nasce” dela mesma, Sue, uma versão mais jovem e “perfeita”.
Teoricamente, as duas são a mesma pessoa, mas não dividem a mesma consciência. Elas precisam uma da outra para existir, e o que parecia um sonho inicialmente começa a virar um pesadelo. Quanto mais Sue cresce, Elizabeth desaparece, e deve existir um equilíbrio entre as duas, que não é respeitado por conta do ego exacerbado de Sue e da insegurança gigantesca que cresce em Elizabeth.
A Queda da Casa de Usher – Uma das melhores de Mike Flanagan
E para finalizar as resenhas das séries de Mike Flanagan (sim, estou ignorando a existência de O Clube da Meia-Noite, pois eu detestei essa série), trago a vocês a última série dele: A Queda da Casa de Usher.
Vocês podem dizer: "Mas, Sakura, mais uma série de casa mal-assombrada?" Bom... Não! A "casa" aqui é mais no sentido de família, império, linhagem e afins...
Aqui temos uma série de terror e suspense baseada em várias obras de Edgar Allan Poe, com foco principal na obra homônima do escritor.
A série segue a poderosa e rica família Usher, cujos membros começam a morrer misteriosamente, um por um. O patriarca, Roderick Usher, relembra eventos do passado enquanto enfrenta uma série de tragédias que parecem estar ligadas a segredos obscuros e pecados antigos. A série explora temas como corrupção, culpa e poder.
Putz, essa série é maravilhosa, muito bem feita! AMO o fato de ser estilo Premonição, em que cada episódio mostra a morte de um dos membros da família, que vão um a um indo de vala, mas de formas distintas e muito bem pensadas.
O episódio da Temmerlane... PQP, aquela CENA!!! É linda! Um encerramento de episódio de arrepiar e deixar de boca aberta.
A Verna, interpretada majestosamente pela Carla Gugino, é uma personagem INCRÍVEL. Desde o começo da série, você fica tentando entender o que diabos é aquela personagem, e aos poucos tudo vai se encaixando, até que você entende a função dela.
A série tem uma paleta de cores única para cada episódio e personagem, e cada episódio é inspirado em um conto diferente do Poe, adaptado de forma criativa para os tempos atuais.
O final é LINDO, supimpa e reflexivo. O terror/horror fica abaixo das antecessoras, mas ainda está presente. A linha do tempo entre passado e futuro é muito bem feita! Os irmãos Usher, Madeleine e Roderick, são muito bem interpretados, tanto na versão atual, em que já são idosos, quanto na versão jovem.

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